No Brasil, a regulamentação estabelece que o teor de álcool venha descrito no rótulo da bebida: Os vinhos finos, elaborados apenas com uvas Vitis vinifera, devem ter de 8,6% a 14% em volume de álcool.
Para saber o teor alcoólico do vinho elaborado artesanalmente somente por analise em laboratório. Nos vinhos produzidos em vinícolas e colocados a venda no mercado é obrigatório, por lei, que seja informado o teor alcoólico do vinho que a garrafa contém no rótulo ou no contra rótulo da garrafa.
O teor alcoólico dos vinhos vai depender de fatores como o grau de maturação da uva e do processo de vinificação. De modo geral, as graduações variam de 10 a 14% para os vinhos finos tranquilos e de 9 a 12% para os espumantes.
Quanto maior o teor de açúcar das uvas na colheita, maior o potencial alcoólico de um vinho. Assim, de um modo geral, o vinho tinto contém mais teor alcoólico do que o vinho branco. Isso significa que você pode beber mais vinho branco antes de ficar bêbado do que se bebesse vinho tinto!
Malbec, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional são algumas das uvas que elaboram rótulos mais “fortes” Potente é um adjetivo bastante genérico para descrever um vinho, mesmo assim é usado informalmente para identificar rótulos “fortes”.
Os demais álcoois encontrados no vinho também participam do grau alcoólico em volume. O vinho fino deve possuir teor alcoólico de 8,6% a 14% em volume. A indicação % v/v, significa dizer, por exemplo, que um vinho com indicação de 10% v/v no teor alcoólico contém em uma garrafa de 750 ml, 75 ml de álcool etílico.
Isso pode ser alcançado de várias maneiras, como interrompendo a fermentação antes que todo o açúcar seja convertido em álcool ou adicionando açúcar após a fermentação. Os vinhos suaves geralmente têm um teor alcoólico mais baixo do que os vinhos secos.
1 taça, com 150 ml de vinho, contém 14 g de álcool puro. Consumo acima de 30 g já é considerado excessivo. Ingestão baixa a moderada corresponde a 2 taças para homens e 1 taça para mulheres (cada taça com 200 ml a 250 ml).
Para chegar ao valor final do teor, usa-se uma espécie de termômetro, chamado de densímetro, que é inserido na superfície do líquido. A análise precisa ser realizada em ambiente a 20°C, pois a temperatura pode alterar a densidade.
A porcentagem que indica o teor alcoólico segue a escala Gay Lussac (°GL), que calcula quantos mililitros de álcool absoluto existem em 100 mililitros de mistura hidroalcoólica. A equivalência é direta: a marca 5°GL, por exemplo, indica que há 5% de álcool na bebida.
A maioria das cervejas tem cerca de 5% de álcool, aproximadamente dois quintos do teor de etanol predominante em vinhos e espumantes. A cachaça, o uísque, a vodca, o gim – enfim, os destilados – têm por volta de oito vezes mais álcool do que a cerveja.
Um vinho nota 20 é considerado “verdadeiramente excepcional” enquanto um que recebe nota 12 tem “falhas ou desequilíbrio”. A pontuação é dada para o sabor do vinho quando ele foi provado, levando em consideração o potencial de evolução percebido.
No mundo inteiro, o padrão é de que o vinho deve conter um teor alcoólico de 14% em volume. Porém, isso não se aplica a todos os rótulos de vinhos. Os vinhos do Porto, que recebem a adição de aguardente vínica, costumam ter 19% ou 20% de teor alcoólico.
Na verdade, o vinho sem álcool e o vinho tradicional são preparados da mesma maneira. No entanto, no caso do primeiro, o álcool é retirado depois que a bebida já está pronta, antes do envase. Quando o vinho atinge um teor alcoólico inferior a 0,5%, já pode ser considerado um vinho sem álcool.
O resultado mostrou que a Champanhe com gás produziu maiores concentrações de álcool no sangue, o que indicaria que CO2 presente pode acelerar a absorção de álcool, levando à embriaguez mais rápida ou severa.
Assim, o vinho é considerado seco se tiver até 4 gramas de açúcar por litro de bebida, e meio seco se apresentar entre 4,1 g e 25 gramas de açúcar residual por litro. Já os vinhos com concentração de açúcar acima de 25 gramas por litro são chamados suaves.
Diferente do vinho Cabernet Sauvignon, o Merlot deixa uma sensação um pouco mais suave e aveludada na língua. Obviamente, por ter menos concentração de tanino e uma quantidade maior de álcool. Merlot é mais doce, é uma uva um pouco mais “suave” que a Cabernet Sauvignon, e isso se reflete em sua degustação.
Não é à toa que, de acordo com os apreciadores fiéis, quanto mais álcool, mais macio, encorpado e saboroso será o vinho. Isso é tão levado a sério entre os produtores que muitos só acham que as vinhas estão no nível ideal de maturidade se o seu potencial alcoólico chegar a 11 ou 13%.
Assim: um vinho com 12,5% vol. contém 12,5 ml de álcool/100 ml de vinho x 0,8 g/ml = 10 g de álcool/100 ml de vinho. É o equivalente a uma unidade de bebida (= 10 g). Desta forma, é fácil avaliar o número de unidades que consumimos.
Fermentação alcoólica. Uma das etapas-chave na produção de vinho, a fermentação alcoólica é a transformação do açúcar em álcool e dióxido de carbono conduzido pelas leveduras. A quantidade de álcool que será produzido durante a fermentação alcoólica do vinho depende de vários fatores.
Quando a graduação alcoólica é muito elevada, diz-se que o vinho é forte ou quente, pois esquenta o paladar e passa marcado pela garganta. Não confunda forte com pesado ou encorpado.
Malbec é uma uva de cachos de tamanho médio, polpa macia e casca de coloração rubi violácea. A variedade dificilmente é amarga, produzindo vinhos bastante tânicos. Destacam-se os aromas de frutas vermelhas de casca mais escura, como ameixa, morango e cereja madura.
Malbec costuma produzir vinhos que enchem a nossa boca, encorpados e com taninos bastante sedosos e agradáveis. Já o Cabernet Sauvignon tem potencial para vinhos de maior ataque em boca, com taninos mais rebeldes, que muitas vezes precisam ser amaciados pelo tempo.