Orixá Exu tem sua imagem desmistificada como ser do mal e assustador. Considerado por muitos como um ser “assustador”, o orixá Exu, cultuado nas religiões de matrizes africanas, está fortemente ligado ao negro brasileiro e a sua história.
Desde sua associação como guardião dos cemitérios até sua reputação como mensageiro entre os mundos espiritual e material, Exu João Caveira desempenha um papel fundamental nas práticas espirituais da Umbanda e do Candomblé.
Exu é uma figura muito particular no panteão umbandista. É uma figura que se define pela ambiguidade, pela contradição, pela união instável de opostos. Exu é o orixá das ruas, dos caminhos, das encruzilhadas; é associado ao corpo, à matéria, à fertilidade e à sensualidade.
Mas ele também assume, em algumas canções, características de uma espécie de mensageiro entre os orixás e o ser humano. Até mesmo na Umbanda, em alguns casos, ele também é visto como o diabo, pois chegou a ser escravizado pelos próprios orixás.
“Em suma, Exu, quando abre os caminhos dos homens, é associado aos santos católicos e é tido como 'do bem'. Entretanto, quando fecha os caminhos dos homens, é visto como 'do mal' e comparado com as legiões de demônios que impedem o acesso dos homens aos bens do céu”, escreve o professor.
Exu Caveira se apresenta, normalmente, como uma caveira grande, alta, vestida de preto e trazendo alguma arma na mão, como foice, tridente, espada, gládio, elmo ou escudo; a arma escolhida varia de acordo com a ocasião e o trabalho a ser realizado.
Exu, figura primordial das cosmologias das religiões africanas, aparece no contexto da idade média relatado pelos cristãos europeus em suas expedições para catequizar a África, constitui-se no imaginário cristão como o Diabo bíblico.
Seu exu caveira tem mistério e comanda o cemitério, mas ele tem feitiço e este tem muito axé. exu caveira gargalha enquanto brinda a nossa ordinary bitter, uma cerveja clara, de corpo e teor alcoólico baixos. uma cerveja leve e refrescante, sem perder o sabor que deve ter.
Exu é a divindade responsável pela comunicação entre o mundo terreno e o espiritual. Segundo a tradição iorubá, ele é o senhor dos caminhos, o guardião do culto, e nada se faz sem a sua presença.
Apesar de sua aparência assustadora, Exu Caveira não é uma figura maligna. Ele atua como intermediário entre o mundo dos vivos e o dos espíritos, ajudando na transição das almas e na limpeza espiritual.
Em terra quando um médium está incorporado com um espirito que trabalha na linha de Exu Caveira, ele pode pedir um bife apenas passado no azeite de dendê. Gosta de whisky mas pode beber cachaça, e fuma charutos de boa qualidade.
Exu, em sua fonte mitológica, é criação de Olódùmarè, o deus criador dos Orixás na cultura africana. Exu é cultuado em diversas vertentes de matrizes africanas pelo mundo; foi demonizado por padres missionários portugueses, ainda em sua terra de origem, por suas representações fálicas.
Exu Caveira – De Padre a Guardião da Calunga revela a trajetória desse homem, do seu nascimento ao seu desencarne; do despertar para o mundo espiritual até se tornar um Exu de Lei e, posteriormente, um Guardião do cemitério (calunga).
João Caveira é uma sub-falange de exus da Umbanda e da Quimbanda. Trata-se de uma das falanges de entidades responsáveis pelo encaminhamento das almas (espíritos desencarnados) que vagam nos cemitérios para áreas de captação e triagem.
Exu Caveira - serventia direta de Obaluaê. Exu gira-mundo - serventia direta de Xangô. Exu Pomba gira(são várias mas regidas por Yemanjá e cruzada com outros orixás) - serventia direta de Yemanja.
Por que a figura de Exu foi demonizada no Brasil? A demonização começa na África com a chegadas dos europeus. O Exu já na África sofre grande sincretismo. Como é o orixá mensageiro do panteão foi sincretizado com outra entidade Elegbara, o mensageiro do panteão dos povos fon, que deram origem ao Jeje brasileiro.
"Exu não é diabo. A maioria das pessoas não sabe o que realmente é o Exu, não estudou o Exu", explica o zelador espiritual Danilo de Oxóssi. "É o orixá, é o guardião, é o primeiro que come na mesa dos orixás. O último é Oxalá, que é o rei de todos os orixás.
Assim, ele faz a ligação entre Olodumaré e os seres humanos, atuando como mensageiro, intermediário e participando do princípio de tudo o que vier a existir. Como diz o ditado: "Sem Exu, não se faz nada". Por toda essa importância, Exu é o Orixá que recebe as oferendas em primeiro lugar pelos adeptos do Candomblé.