Ele tinha convicção de que o comprometimento com o racionalismo e com o cristianismo levou à repressão dos instintos vitais do ser humano e ao niilismo. Vontade de poder, transvaloração dos valores e super-homem são três conceitos fundamentais para a filosofia nietzschiana.
Nietzsche defendia a inexistência em vários sentidos: de Deus, da alma e do sentido da vida. Para ele, o ser humano deveria abandonar as muletas metafísicas, a chamada morte dos ídolos. O filósofo se opunha aos dogmas da sociedade, principalmente ao defender que a verdade era uma ilusão.
Ele critica uma sociedade edificada sob o ideário cristão que está amparado em uma moral que, por séculos, foi usada como mecanismo de domínio e manutenção de poder. Nietzsche entende o Cristianismo enquanto negação da vida e/ou Religião da decadência.
A filosofia nietzschiana é marcada pela crítica aos valores iluministas e racionalistas, a valores morais e religiosos em vigor na época de sua produção intelectual. O autor apresenta a relativização das noções de bem, verdade, mal, justiça, virtude e Deus.
Uma das principais propostas de Nietzsche para superar o niilismo era a transvaloração dos valores. Isso implicava em questionar e reavaliar todos os sistemas de valores e moralidade, de modo a criar novos valores que estivessem mais alinhados com a afirmação da vontade de poder de cada um.
Para Nietzsche, Jesus pregara uma religião do amor, um budismo dos inocentes de Deus, para quem a bem-aventurança consistiria na vivência atemporal da realidade interior, na fuga de qualquer rigidez moralista.
Nietzsche propunha que, recusando Deus, podemos também nos livrar de valores que nos são impostos. A maneira de fazer isso seria questionando a origem dessas ideias. Ele se definia como um “imoralista”, não porque pregasse o mal, mas por entender que o correto seria superar a moral nascida da religião.
Segundo Nietzsche, a religião não é uma prática libertadora, mas pelo contrário, oprime a alma humana transformando os instintos vitais em algo negativo. Dentre outras coisas, ele afirma que o cristianismo aprisiona o homem em propósitos e objetivos metafísicos, que para ele é algo ruim a ser superado.
A) A moral de escravos para o filósofo Friedrich Nietzsche é a moral dos fracos, ou seja, daqueles homens que não conseguem ser senhores de suas próprias ações. Caracteriza-se pelo ódio dos impotentes e pelo ressentimento. É a moral dos ho- mens que negam a saúde, a criatividade e a coragem.
Nietzsche vai ao cerne do problema: Deus está morto como uma verdade eterna, como um ser que controla e conduz o mundo, como um pai bondoso que justifica os acontecimentos, como sentido último da existência, enfim, como uma ética, como um modo de vida, independente de sua existência ou não.
Nietzsche era contra a formação de um Estado-nação alemão, pois, para ele, somente a cultura garantiria o desenvolvimento humano, e não a força de um Estado e da guerra. Nietzsche mostra-se nesse momento como um antinacionalista.
Como um dos pilares de sua filosofia, Nietzsche ao apresentar a doutrina do eterno retorno como uma opção de formação de caráter, e não como uma confirmação cosmológica, afirma que não é o homem que se valoriza através da vida, mas a vida se afirma através do homem.
Nietzsche criticou os valores morais e, em seguida, apontou uma solução: um passo a passo que se inicia na genealogia dos valores morais e passa pela transvaloração. A transvaloração não é uma atividade isolada e não se encerra em si mesma.
Aos 44 anos, após sofrer um colapso em Turim, o filósofo Friedrich Nietzsche recebeu o diagnóstico médico de neurossífilis. Devido à ausência de autópsia em seu corpo, tal diagnóstico médico vem sendo questionado historicamente. Realizou-se a revisão da literatura disponível sobre o diagnóstico médico de Nietzsche.
Segundo Nietzsche, a moral é uma criação humana, que não existe por si mesma, mas que corresponde a um conjunto de costumes e valores que fazem parte de um momento e um período específico, mantidos por uma série de pessoas que aderem a esta e a reproduzem mais pelo hábito e pela submissão, do que pelo valor que ela ...
Nietzsche defende uma filosofia que não contraria os instintos naturais, a necessidade de expansão. Utilizando-se da “compaixão” e da abnegação, controla a elevação do poder do forte – e, em contrapartida, alimenta a fraqueza: “o cristianismo é a compaixão ativa por todos os malogrados e fracos”.
A sentença "Deus está morto" significa: o mundo supra-sensível está sem força de atuação. Ele não fomenta mais vida alguma. A metafísica, isso significa para Nietzsche a filosofia ocidental entendida como Platonismo, está no fim.
Em 1889, com quarenta e quatro anos de idade, sofreu um colapso mental. O incidente foi posteriormente atribuído à paresia geral atípica devido à sífilis terciária, mas esse diagnóstico tem sido enfrentado pelos leitores e estudiosos da obra de Nietzsche.
Nietzsche considera Jesus um decadente, porém, sua decadência é modelar para o cristianismo e para a civilização ocidental, à medida que Jesus não engendrou dispositivos de manutenção e disseminação da degeneração fisiológica que o acometia.
Niilismo passivo - De acordo com Nietzsche, a vontade e potência se esgotaram dentro do niilismo e diante disso, os indivíduos tem cada vez menos capacidade de se afirmar. Niilismo negativo - Há a negação do mundo em nome de outros valores. No entanto, ao negar o mundo, o niilista engana a si próprio.
Friedrich Nietzsche era um ateu ávido. Sua rejeição a Deus foi instintiva e incisiva. Com a negação de Deus, Nietzsche negou todo valor objetivo baseado nele. Logo, sua visão é uma forma de niilismo.
Ele dizia que não acreditava nas religiões, MAS não as refutavam. Ele que era critico do niilismo por dizer que não faz sentido dizer não a tudo. Por ele não acreditar nas religiões nem acusa-las de falsa, então, ele nem acreditava nem desacreditava.
Daí Nietzsche afirma: “A palavra cristianismo já é um mal entendido – no fundo só há um cristão, e ele morreu na cruz” (NIETZSCHE, 2007, p. 45). Mas este dito “salvador”, tal como Nietzsche o menciona, não é o fundador de uma Igreja, pelo contrário, ele é a negação de toda organização.
Nietzsche acreditava que poderia haver novas possibilidades positivas para os humanos sem Deus. Abandonar a crença em Deus abre o caminho para que as habilidades criativas humanas se desenvolvam plenamente.