A estimativa intermediária para 2026 continuou em R$ 6,0 pela sétima semana consecutiva. A mediana das expectativas do mercado financeiro do relatório Focus do Banco Central para a cotação do dólar no fim de 2025 permaneceu em R$ 5,99.
Os analistas do mercado financeiro mantiveram em R$ 6,00 sua projeção mediana para a taxa de câmbio no fim de 2025 pela quinta semana seguida, a despeito da queda ocorrida na cotação do dólar desde meados do mês passado.
A consultoria MacroSector destaca a piora recente do risco Brasil e estima que a taxa de câmbio deve encerrar 2025 na faixa de 6,30 reais. Com isso, o câmbio médio do ano pode ficar em torno dos 6,25 reais (16% mais caro que a média de 2024, que foi de 5,39 reais).
A moeda chegou a abrir 2025 em alta, tocando os R$ 6,22 ao longo do dia, mas acabou fechando a sessão desta quinta-feira (2) em queda de 0,22%, a R$ 6,1651 na venda. Ainda assim, especialistas avaliam que o câmbio deve permanecer acima de R$ 6 durante – pelo menos – o primeiro trimestre do ano.
Você está preparado para o impacto do Dólar em 2025?
O dólar pode chegar a 7 reais?
O Wells Fargo afirma, em relatório enviado a clientes, que acredita que o dólar pode atingir R$ 7,00 até o primeiro trimestre de 2026 em um cenário global de fortalecimento da moeda americana e de perda de confiança na credibilidade fiscal do Brasil.
Especialistas ouvidos pelo g1 dizem que quatro principais fatores ajudam a explicar o movimento. Entre eles, a postura tarifária menos agressiva de Donald Trump e o cenário de juros elevados no Brasil. A disparada do dólar no final de 2024 deu lugar a uma série de quedas neste início de ano.
“Seria um cenário de crescimento medíocre, mas sem uma crise profunda”, frisou. No cenário pessimista, com 30% de probabilidade de ocorrer, o dólar poderá chegar a R$ 10 no fim da década.
A expectativa apontada pelo Copom, porém, diverge da indicação de Galípolo. Já no mercado, a aposta é ainda mais drástica: de acordo com o boletim Focus divulgado na segunda-feira (27), os agentes econômicos veem a inflação em 5,5% no final de 2025.
A cotação do dólar não deve retomar patamares abaixo dos R$ 6 pelo menos até o final de 2026. Isso, pelo menos, é o que estimam economistas de bancos brasileiros ouvidos semanalmente pelo Banco Central (BC) para a elaboração do Boletim Focus.
Assim, projetamos três cortes em 2024 (junho, setembro e dezembro) e quatro cortes em 2025, levando a taxa para 2,25% (frente a cinco cortes em 2024 e três em 2025, anteriormente). Mantemos nossa projeção do euro em 1,05, sustentada pela melhora marginal do crescimento.
Com a incorporação do resultado de janeiro, no acumulado em doze meses, a faixa de renda muito baixa registrou a menor alta inflacionária (4,0%), ao passo que o segmento de renda alta apontou a taxa mais elevada (5,0%).
Apenas quatro outras moedas desvalorizaram em dois dígitos contra o dólar este ano: o peso mexicano (16%), a lira turca (16%), o rublo russo (15%) e o won sul-coreano (10%).
A instituição ainda projeta a taxa Selic chegando a 15% no próximo ano, maior nível desde 2006. O Santander tem uma projeção semelhante, com o dólar cotado a R$ 5,80 até o final de 2025. Já o BTG Pactual estima que a moeda norte-americana pode atingir R$ 6,25.
Durante a última semana, a taxa de câmbio de Dólar americano para Reais brasileiros flutuou entre uma alta de 5,916 em 28-02-2025 e uma baixa de 5,711 em 24-02-2025. O maior movimento de preço em 24 horas ocorreu em 25-02-2025, com um aumento de 0.614% no valor.
Isso aconteceu com o chamado risco Lula, quando o ex-presidente estava prestes a ser eleito pela primeira vez. Isso também o que defende o economista e diretor da LCA Consultores, Celso Toledo. Por tal ótica, a moeda americana superou 7,00 reais três vezes na história do Brasil: em 1984, 1985 e 2002.
A economia brasileira deve crescer 2,2% em 2025, estima o relatório Perspectivas Econômicas Globais do Banco Mundial, divulgado nesta quinta-feira (16).
dez. 2024) e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está prestes a chegar a 2 anos com a cotação da moeda americana acima dos R$ 6,00. Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), a cotação do dólar também chegou a níveis que, à época, eram recordes –acima de R$ 5,00.
O recorde que a cotação do dólar bateu nesta sexta-feira (29/11), ao atingir a marca de R$ 6,05 (Ptax, valor divulgado pelo Banco Central), é nominal. Ou seja, o valor não considera uma série de variantes, como é o caso da inflação.
A tendência é que a alta da moeda americana pese sobre a inflação em 2025, o que deve levar o indicador até o teto da meta de 4,5%. No entanto, se o dólar subir ainda mais, a alta dos preços poderá ser ainda maior no ano que vem, avalia.