Por isso, todos os pacientes portadores da bactéria KPC, mesmo que assintomáticos, devem ser mantidos em isolamento. Lavar as mãos com bastante água e sabão e desinfetá-las com álcool em gel são medidas de extrema eficácia para evitar a propagação das bactérias.
De acordo com um estudo realizado pela Global Hygiene Council, GHC, bactérias como Escherichia coli, Salmonella Senftenberg e Staphylococcus aureus, responsáveis por causar diversas intoxicações alimentares e infecções, podem sobreviver sobre objetos e superfícies por até 48h.
A KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) é considerada uma superbactéria porque é resistente à maior parte dos remédios antibióticos, o que faz com que o seu tratamento seja mais complicado, além de que também pode favorecer que outras bactérias se tornem resistentes.
Apesar de ser resistente aos antibióticos, a infecção pela KPC tem cura e pode ser obtida aliando não só o uso de medicamentos e o repouso, mas também mantendo a boa higiene e os processo de desinfecção adequados.
As infecções por Klebsiella que não são resistentes a medicamentos podem ser tratadas com antibióticos. Já as infecções causadas por bactérias produtoras de KPC podem ser difíceis de tratar porque menos antibióticos são eficazes contra elas.
Bactérias podem sobreviver por mais de mil dias sem alimento, revela experimento. Que as bactérias são capazes de sobreviver e prosperar nos mais diferentes ambientes já não é novidade. Mas agora, segundo um novo estudo, descobrimos que muitas delas podem sobreviver sem alimento por mais de 1.000 dias.
A Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) é uma infecção hospitalar que acomete, principalmente, pacientes muito debilitados, imunodeprimidos e que passam muito tempo internados em leitos de UTI e com uso prolongado de antibióticos de amplo espectro.
A transmissão da superbactéria KPC acontece principalmente em ambiente hospitalar e pode ser através do contato com secreções de pacientes infectados ou pelas mãos, por exemplo.
Qual é a taxa de mortalidade para infecções de corrente sanguínea por KPC?
Através da produção de uma betalactamase denominada carbapenemase, ela torna-se resistente à ação de antibióticos carbapenêmicos, reduzindo as opções terapêuticas e dificultando o tratamento. A incidência da infecção pela KPC é de 3-10% na literatura, podendo a mortalidade em 30 dias chegar a 42% (FREIRE et al., 2015).
A KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) é uma bactéria multirresistente, tendo sua primeira identificação nos Estados Unidos, em 2000, após sofrer uma mutação genética que favoreceu a resistência a inúmeros antibióticos, além da capacidade de ocasionar resistência a outras bactérias.
Só é preciso tomar alguns cuidados com a higienização do ambiente, do paciente e dos familiares. Após o contato, o mais importante é lavar bem as mãos”, informou a coordenadora estadual de Controle de Infecção Hospitalar, Marilane Barros.
Quanto tempo demora para curar uma bactéria hospitalar?
As infecções hospitalares geralmente são graves e produzidas por germes resistentes aos antibióticos mais comuns. Seu tratamento é feito por antibióticos especiais e deve durar de 14 a 30 dias.
O que é resistência bacteriana e como ocorre? A resistência bacteriana ocorre quando as bactérias são capazes de sobreviver e se manter no hospedeiro após a administração de antimicrobianos para tratamento. A resistência bacteriana pode ocorrer nas situações em que há (Weese, et.al., 2015; AVMA, 2020):
O crescimento bacteriano envolve diferentes fases: Lag, Log, Estacionária, Declínio. Cada uma dessas apresentam particularidades que devemos compreender. Fase lag ou de adaptação: – não há aumento no número de células. É uma fase de intenso metabolismo onde as células individuais aumentam de tamanho.
E espécies de fungos (como Candida albicans, que pode causar sapinhos, infecções do trato urinário e infecções de fermento genital) podem sobreviver em tecidos por até um mês. Os vírus da gripe também podem sobreviver em tecidos e tecidos por 8-12 horas.
Qual a diferença entre KPC e Klebsiella pneumoniae?
Na verdade, a Klebsiella pneumoniae (KP) nada mais é do que uma bactéria que habita normalmente o trato gastrointestinal do ser humano. Já a carbapenemase (a letra C da sigla KPC) é uma enzima, desenvolvida pela própria bactéria, que vem resistindo a todos os tipos de medicamentos disponíveis.
Klebsiella pneumoniae (K. pneumoniae) geralmente é benigna quando presente nos intestinos e fezes, mas pode ser ameaçadora quando presente em outras partes do corpo. Klebsiella pode causar infecções graves nos pulmões, bexiga, cérebro, fígado, olhos, sangue e feridas.
A bactéria considerada mais perigosa é a Klebsiella pneumoniae. Presente nos intestinos e nas fezes humanas, faz parte de categoria 'crítica' contra as quais o desenvolvimento de novos remédios é mais urgente. Ela pode causar pneumonia, envenenamento do sangue e infeccionar feridas.
Quais são as 3 infecções mais frequentes em uma UTI?
Estudos mostram que as infecções mais frequentes adquiridas na UTI, são as do trato urinário, do trato respiratório inferior (pneumonias), da corrente sanguínea e do sítio cirúrgico (OLIVEIRA; KOVNER; SILVA, 2010).