“De forma geral, os pacientes com transplante autólogo retomam a vida normal em dois ou três meses após o transplante, enquanto os que fizeram transplante alogênico precisam de seis meses a um ano para voltar à rotina”, diz o hematologista, Nelson Hamerschlak, coordenador de Hematologia e Transplante de Medula do ...
É importante saber que o tempo de recuperação é variável, cada caso é um caso. Dependendo do tipo de transplante e da fonte de célula, o prazo para recuperação pode ser modificado. Existem também medulas mais 'preguiçosas' e outras mais precoces.
Qual a chance de um transplante de medula óssea dar certo?
Coordenador do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e do Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), Bouzas explicou que o transplante haploidêntico ocorre quando a compatibilidade entre o doador e o paciente é de apenas 50%.
Os principais riscos se relacionam às infecções e às drogas quimioterápicas utilizadas durante o tratamento. Com a recuperação da medula, as novas células crescem com uma nova 'memória' e, por serem células da defesa do organismo, podem reconhecer alguns órgãos do indivíduo como estranhos.
Quais as chances de sucesso de um transplante de medula óssea?
Apesar disso, a taxa de sobrevida no Pequeno Príncipe é entre 80% e 90% dos casos, dependendo da doença e do transplante”, pontua a médica. O procedimento envolve várias etapas, entre elas a passagem de um cateter, que fica cem dias com o paciente e é por onde as células tronco saudáveis são transplantadas.
Quantas vezes uma pessoa pode fazer transplante de medula?
A doação só pode ser feita uma única vez: Mito.
Na realidade, a medula se regenera em 15 dias após a doação. Caso seja encontrado um novo paciente compatível, o processo pode ser repetido após esse período se a pessoa consentir.
O que muda no corpo depois do transplante de medula?
No primeiro ano após o TMO, o corpo fica mais vulnerável a infecções. Evite contato com portadores de doenças contagiosas, plantas e animais. Germes encontrados em piscinas, lagos e praias podem transmitir infecções e devem ser evitados por, pelo menos, um ano após o tratamento.
Qual a chance de um transplante de medula dar errado?
Sua incidência pode variar de 6 a 50% , baseado no tipo de doador , idade do paciente, fonte de células, manipulação do enxerto(depleção de células T), ou infusão de linfócitos do doador, e do grau de histocompatibilidade.
Qual é a complicação mais comum após o transplante de medula óssea?
As principais complicações do TMO são a doença do enxerto contra hospedeiro (DECH) aguda ou crônica, a rejeição e as complicações pulmonares. As complicações pulmonares ocorrem em 40% a 60% dos pacientes submetidos ao TMO(1,2) e estão associadas a morbidade e mortalidade significativas.
Porque só pode ser doador de medula até os 35 anos?
“Agora, o cadastro continua ativo até 60 anos, mas o doador só pode se cadastrar até os 35 anos”, afirmou. Estudos recentes mostram que, quanto mais jovem é o doador, melhor o resultado do transplante para o paciente, promovendo aumento na sobrevida, além de menores taxas de complicações e óbitos.
A estimativa é de que a chance de se encontrar um doador compatível é de 1 em 100 de doadores aparentados e 1 em 100 mil entre não aparentados. Por isso é necessária uma grande quantidade de voluntários, e com isso aumentar a possibilidade de encontrar um doador compatível.
O transplante de medula pode apresentar o valor de R$300 mil a R$600 mil. Esse custo está relacionado aos procedimentos laboratoriais, que exigem uma verba maior.
O histórico familiar, tabagismo, a Síndrome de Down e as síndromes mielodisplásicas são os principais fatores de risco. Não há rastreio para o câncer de medula óssea, mas é recomendado que o diagnóstico seja feito de maneira precoce, assim que identificar os sintomas e achados laboratoriais.
No caso dos transplantes, na maioria dos casos o paciente volta a ter uma vida normal, mas terá responsabilidades a cumprir para o resto da vida. Os primeiros dias após o transplante são os mais importantes, por causa da adaptação do organismo ao novo órgão.
Quem faz transplante de medula precisa fazer quimioterapia?
É um processo de preparo para o recebimento da medula óssea do doador. O paciente será submetido a um regime de quimioterapia em altas doses com o intuito de destruir a sua própria medula óssea, reduzindo a imunidade para que seja evitada a rejeição.
Quem fez o transplante de medula óssea pode ter filhos?
Pacientes transplantados hoje em dia podem ter filhos, porém há diversas recomendações e precauções necessárias que devem ser vistas com o seu médico para a realização desse processo.
Normalmente, o transplante de medula ou de sangue não são capazes de alterar definitivamente o DNA do receptor. O que pode ocorrer é que, assim que o transplante é realizado, os exames podem identificar alterações. Porém, ao longo do tempo isso desaparece, já que as células morrem naturalmente.
Quais são os riscos para o doador de medula óssea?
Quais são os riscos para os doadores de medula óssea? Na doação por punção da medula óssea, o doador costuma relatar dor no local da punção (quadril) que tende a desaparecer em alguns dias. A maioria dos doadores consegue retornar às suas atividades habituais após uma semana.
Em que parte do corpo é feito o transplante de medula?
O possível doador passa por testes de compatibilidade a partir de amostras de sangue dele e do receptor. Comprovada a compatibilidade, é submetido a um procedimento feito em centro cirúrgico, sob anestesia. Com agulhas, são realizadas punções nos ossos posteriores da bacia para que as células da medula sejam aspiradas.
Se a compatibilidade for confirmada, a pessoa será convocada para decidir a doação, em seguida será avaliada por um clínico e receberá mais informações. O limite de idade para efetivar a doação de medula óssea não-aparentada é até os 60 anos de idade.
O que acontece quando o transplante de medula não dá certo?
Uma das principais complicações do Transplante de Medula Óssea (TMO) é chamada de Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro (DECH) ou GVHD (Graft Versus Host Disease) em inglês.
De acordo com o médico Luis Fernando Bouzas, diretor do centro de transplante de medula óssea do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e coordenador do Redome, o processo de doação é seguro e não deixa sequelas: — O doador é submetido a exames antes da coleta e, em torno de dez a 15 dias, já está com a medula regenerada.