Na Antiguidade, a ausência de redes encanadas e esgotos era suprida com a utilização de copos e bacias que permitiam a realização do banho. Geralmente, as pessoas se sentavam em uma cadeira enquanto despejavam pequenas porções de água nos lugares a serem higienizados.
Ao lavar as roupas (ou qualquer outra coisa), a parte apolar se junta à sujeira e a polar gruda na água – que arrasta a imundice para longe. Os banhos e rituais de limpeza da Mesopotâmia envolviam ingredientes como cinza de plantas e óleos.
Na Antiguidade, muitos povos faziam cocô e xixi em baldes ou penicos. O conteúdo era jogado pela janela ou descartado em rios. Também havia a fossa — um buraco no chão, ao ar livre. Peles de animais, plantas e esponjas serviam de papel higiênico.
No século XVIII, as pessoas lavavam-se pouco e faziam-no a seco, evitando o uso de água. Isto explica-se em boa parte pela crença antiga, segundo a qual a saúde do corpo e da alma dependia do equilíbrio dos quatro humores que se supunha integrarem o corpo: sangue, pituitária, bílis amarela e atrabílis.
O banho se realizava em um espaço coletivo e era uma atividade social que envolvia também o uso de óleos e cremes naturais. Além do Egito, outras civilizações também apresentavam espaços sociais de banho, como os babilônios, os gregos e os romanos.
Como era a higiene feminina na ERA VITORIANA | Século 19
Como eram os hábitos de higiene na Antiguidade?
Na Antiguidade, a ausência de redes encanadas e esgotos era suprida com a utilização de copos e bacias que permitiam a realização do banho. Geralmente, as pessoas se sentavam em uma cadeira enquanto despejavam pequenas porções de água nos lugares a serem higienizados.
Antigamente, não havia privadas e nem sistema de esgoto — a maioria das pessoas fazia suas necessidades ao ar livre, entre árvores e arbustos, ou usava penicos.
Na Roma antiga, aqueles que faziam suas necessidades em uma latrina pública possivelmente usavam um tersorium para se limpar. O artefato antigo consistia em um bastão que continha uma esponja embebida em vinagre ou água salobra na ponta.
Existem documentos de mais de 3.000 anos que relatam os costumes egípcios de tomar banhos diários, em uma média de três por dia. Tratava-se de uma prática ritualística com o intuito de purificar o espírito por meio do corpo.
Porque antigamente os banheiros eram fora de casa?
A verdade é que os banheiros na Idade Média eram, de fato, locais pouco agradáveis. De acordo com informações do Ancient History, era comum que os castelos da época tivessem latrinas projetadas para fora das paredes do edifício, o que resultava no lançamento dos resíduos.
Na época da rainha Vitória, o palácio de Buckingham não tinha nenhum local especial para tomar banho… Na França, o rei Louis XV tomou somente dois banhos em toda sua vida, um no dia do seu casamento e outro durante um certo evento nacional.
Joseph C. Gayetty foi o primeiro em comercializar o papel higiênico em 1857. Este primeiro produto consistia em lâminas de papel umedecido com aloe vera, chamado de “papel medicinal de Gayetty”. Em 1880, os irmãos Edward e Clarence Scott começaram a comercializar o papel enrolado que conhecemos hoje.
A História mostra que o banho na Idade Média era praticamente nulo. Além da precariedade dos sistemas de higiene, o novo comportamento religioso apresentava a prática como um ato desonroso e impuro. Para Vigarello, a água do banho é insinuante e perturbadora, porque supõe o toque com o corpo.
Em Roma, há relatos de mulheres que usavam chumaços de lã como uma espécie de absorvente interno. Enquanto as gregas revestiam pedaços finíssimos de madeira com tecido e utilizavam esse recurso também internamente. Já as japonesas confeccionavam canudinhos de papel.
As outras pessoas tinham que recorrer à neve e à lã de carneiro. Na Antiguidade, os gregos usavam uma vara com uma esponja na ponta (que depois de embebida em água e sal era usada novamente). Nos tempos de colônia, os brasileiros faziam uso da palha de milho – de preferência as verdes, mais macias. Na falta, o sabugo.
Nos banhos públicos, homens e mulheres romanos se limpavam cobrindo o corpo com óleo, que depois era raspado com um strigil, juntamente com a sujeira e o suor da pele. Os romanos podiam se exercitar nos pátios abertos dos complexos de banho antes de se limparem com o strigil, a fim de suar.d up a sweat.
Como as pessoas faziam suas necessidades antigamente?
O banheiro era comunitário e não necessariamente havia diferenciação de gênero. Todos se sentavam lado a lado em uma latrina coletiva. Ali as pessoas faziam suas necessidades enquanto interagiam, debatiam assuntos diversos e, até mesmo, realizavam banquetes.
Antes, mas muito antes de surgir o papel higiênico, as pessoas usaram uma grande variedade de materiais naturais para a higiene anal: lascas de madeira, conchas, peles de animais, feno, folhas, areia e, óbvio, a água de rios e lagos. Em terras mais frias, a neve era usada.
A coloproctologista Lêda Telesi explica que se alguém estiver acampando e não houver papel higiênico disponível, existem algumas opções de folhas que podem ser usadas. "Além do boldo, musgo e azedinha. Devemos considerar plantas com baixas toxicidade e alergenicidade e suavidade no contato direto com a pele.
A imundície era generalizada, porque lixo e dejetos eram despejados na rua. Havia latrinas públicas em algumas cidades, mas elas eram evitadas pelas condições repulsivas. Os moradores tinham penicos _ que despejavam pela janela, não raro sobre a cabeça de alguém.
As mulheres usavam talco diariamente, pois além do cheirinho bom ele podia absorver a umidade o que evitava transferir o cheiro do corpo para a roupa. O talco era também usado na virilha após higiene, pois as roupas eram quentes e provocavam muita transpiração, também entre as pernas.
Durante a estada no deserto, os israelitas se achavam quase continuamente ao ar livre, onde as impurezas teriam efeito menos nocivo do que nos que vivem em casas fechadas. Mas era requerido o mais estrito asseio, tanto dentro como fora de suas tendas. Nenhum lixo devia ficar dentro ou em volta do acampamento.