A noção Foucaultiana do discurso afirma que "o discurso é uma representação culturalmente construída pela realidade, não uma cópia exata." (...) No entanto há uma grande gama de críticas sobre essa teoria social – o quanto se nega a realidade material, se ela não permite agência, se algo precede o discurso, etc.
Em estreita articulação com uma maneira também própria de definir enunciado, para além de seu sentido linguístico corrente que o define como frase ou proposição, o discurso para Foucault é uma prática sócio-histórica que só emerge ou se explicita mediante o exercício da análise.
O poder são as ações sobre as ações. O poder provoca ações que ora se encontram no campo do direito, ora no campo da verdade. O poder deve ser entendido como uma relação flutuante, não está numa instituição e nem em ninguém, já o saber se encontra numa relação de formas e conteúdos.
Como era o argumento de Foucault sobre o discurso?
Para ele, o discurso seria uma instância limítrofe com o social. "Porque cada ato social tem um significado, e é constituído na forma de seqüências discursivas que articulam elementos lingüísticos e extralingüísticos" (Laclau, 1991, p. 137).
O discurso nada mais é do que o reflexo de uma verdade que está sempre a nascer diante dos seus olhos; e por fim, quando tudo pode tomar a forma do discurso, quando tudo se pode dizer e o discurso se pode dizer a propósito de tudo, é porque todas as coisas que manifestaram e ofereceram o seu sentido podem reentrar na ...
Qual é a perspectiva de análise do discurso para Foucault?
(FOUCAULT, 2006b, p. 255). A análise do discurso foucaultiana é uma maneira de compreender a organização dos signos linguísticos e das coisas significadas. Este procedimento de análise permite entender que tudo aquilo que passa pela linguagem não é fixo, natural ou imutável.
Sua ideia é questionar as verdades que se dizem universais e mostrar como todo pensamento está submetido ao seu tempo e espaço. Foucault trabalha para mostrar como a universalidade do homem é falsa, e criada através de mecanismos de poder que se afirmam cotidianamente em nossos corpos.
O interesse de Foucault é o poder onde ele se manifesta, ou seja, é o micropoder que se exerce (não que se detém) e que se distribui capilarmente. Importa realçar a positividade do poder, entendida como propriedade de produzir alguma coisa.
Análise do discurso é um campo da linguística e da comunicação especializado em analisar o uso das línguas naturais, particularmente a maneira como ocorrem as construções ideológicas em um texto. É frequentemente utilizada para analisar textos da mídia e as ideologias que os produzem.
Ele propõe uma nova política da verdade que permeie não somente o campo da produção do conhecimento, mas também o da prática e o da militância política. A aposta de Foucault é na desestabilização contínua das relações de poder.
A filosofia de Foucault pode ser caracterizada por três fases: arqueológica, genealógica e ética. A fase arqueológica do saber inaugura sua ruptura com a tradição filosófica, uma tradição de dualidade entre linguagem e discurso. O saber representado pelas ciências do homem, e o poder pelas relações históricas.
Foucault rompe com as concepções clássicas deste termo e define o poder como uma rede de relações onde todos os indivíduos estão envolvidos, como geradores ou receptores, dando vida e movimento a essas relações. Para ele, o poder não pode ser localizado e observado numa instituição determinada ou no Estado.
a pensar e agir conforme as regras de seu funcionamento (DURKHEIM, 1999). Foucault (1972), por seu turno, postula reflexões sobre a formação da verdade e do poder entrelaçados ao funcionamento social que, segundo ele, não pode dissociar-se da ação tanto individual como coletiva.
Quando citar informações verbais, obtidas em aulas, palestras, debates, comunicações etc, deve-se indicar o fato por meio da expressão informação verbal, entre parênteses, e mencionar os dados disponíveis em nota de rodapé.
Seguindo a lógica hobbesiana, Foucault concebia a ideia de violência exercida pelas corporações sobre os trabalhadores; da violência dos homens sobre as mulheres no patriarcado; e da violência dos brancos sobre os negros através do racismo estrutural.
Foucault afirma que o poder penetra na vida cotidiana não se fixando nas relações estatais, essa característica denominada “micro-poder”. Analisa também que esses “micro-poderes” possuem uma história específica e se relacionam com o poder presente no aparelho do Estado.
Na análise de Foucault, a prisão se torna uma metáfora para o funcionamento do poder disciplinar na sociedade como um todo. A ideia de que os indivíduos estão constantemente sendo vigiados, controlados e corrigidos em seus comportamentos não se aplica apenas aos prisioneiros, mas a todos os cidadãos.
Foucault conclui que a sociedade punitiva moderna é baseada na vigilância generalizada, uma vigilância preventiva de delitos que tem como consequência a necessidade da punição do inimigo da sociedade.
A crítica será, em relação ao governo, uma atitude, uma estudada desenvoltura, uma forma cultural geral, atitude moral e política e também uma vontade decisória de não ser governado de tal ou qual maneira, por tais ou quais mecanismos. Foucault encerra as aulas de Segurança, território, população em abril de 1978.