O que é necessário para manter um satélite em órbita?
O que é necessário para manter um satélite em órbita? Para que um objeto permaneça em órbita é necessário que a força da gravidade seja equivalente à aceleração centrífuga de seu movimento circular (que é igual em valor à aceleração centrípeta).
Para que um satélite natural ou artificial permaneça em órbita, ele precisa estar dentro de um intervalo certo de velocidade. A inércia de um corpo em movimento tende a fazê-lo se mover em linha reta, mas a força gravitacional tende a puxá-lo na direção do corpo em torno do qual se move.
O segredo para que esses objetos permaneçam no espaço, girando ao redor da Terra, é o “empurrão” dado pelos foguetes que colocam os satélites em órbita.
Um satélite em órbita não está além do alcance da gravidade da Terra. Na verdade, a gravidade é o que o mantém lá – sem gravidade, ele voaria em um caminho reto. À medida que ele orbita, está sempre caindo, embora nunca chegue ao chão.
Todo satélite precisa ter um controle de posição, um corpo metálico que proteja os componentes, antenas para que ocorra a transmissão e recepção de dados, um sistema operacional que controle as funções do satélite e uma fonte de energia, que geralmente é obtida a partir do Sol.
A velocidade de giro da Lua ao redor da Terra mantém-na em um movimento de queda infinito ao redor do planeta, por isso, o astro nunca atinge o solo terrestre. O movimento da Lua não encontra resistência no espaço, pois ocorre no vácuo, a velocidade é mantida e nosso satélite sempre se manterá em órbita.
Os satélites em órbita ao redor da Terra não colidem uns com os outros porque estão localizados em diferentes altitudes e trajetórias orbitais. Cada satélite tem uma órbita específica que o permite manter uma distância segura de outros satélites no espaço.
Satélites geoestacionários para comunicação, por exemplo, podem chegar a 15 anos em funcionamento. Já os satélites em baixa órbita, mais próximos da superfície terrestre, costumam durar menos. Isso porque o arrasto atmosférico é maior e, para compensar, eles precisam de mais energia.
As órbitas geoestacionárias a 36.000 km do equador são as mais conhecidas para os inúmeros satélites utilizados para vários tipos de telecomunicações, incluindo a televisão. Os sinais destes satélites podem ser enviados para todo o mundo.
Como a ISS orbita a Terra a uma velocidade de 28 mil quilômetros por hora e a uma altitude de 400 quilômetros, a ESA aponta que tanto a pasta de dente quanto a água que eles acabam flutuando, pois não há peso para empurrar os objetos para baixo.
No caso dos satélites artificiais existem quatro tipos de órbitas. GEO, sigla para Geostationary Earth Orbit, é a órbita circular paralela à linha do equador. Nessa órbita, o satélite fica fixo em relação à Terra a uma altitude média de 36 mil km, com um período de revolução de 23h56m.
Um satélite orbita a Terra quando sua velocidade é equilibrada pela força da gravidade da Terra e sem esse equilíbrio o satélite voaria em linha reta para o espaço ou cairia de volta à Terra.
Se os satélites deixassem de funcionar um dia, bilhões de pessoas perderiam o acesso a serviços de radiodifusão ou à informação, e deixariam de estar conectadas e inclusive ficariam incomunicáveis.
A manutenção de satélites em órbita é uma arte que envolve uma combinação de engenharia avançada, soluções inovadoras e parcerias estratégicas. Para início de conversa, um dos maiores obstáculos que enfrentamos na manutenção de satélites é a impossibilidade de acesso físico direto.
Depende do tipo de satélite e dos materiais utilizados na sua construção. O CBERS – Satélite Sinobrasileiro de Recursos Terrestres, desenvolvido por Brasil e China, tem uma vida útil prevista de dois anos. Muitos satélites continuam a funcionar após o término da vida útil prevista.
Durante a operação em órbita, o satélite está exposto a um ambiente de vácuo e sujeito a variações extremas de temperatura, que podem variar entre –100 °C e +180 °C ao longo de sua órbita.
Velocidade orbital é a velocidade de um objeto em um ponto qualquer de sua órbita. Uma órbita geoestacionária, demanda uma altitude de 35 786 km acima do equador e velocidade orbital de 3,07 km/s.
O portal de dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informa que atualmente há 52 satélites em operação comercial no país. Desses, apenas um é operado pela SpaceX, empresa da qual a Starlink faz parte.
O que aconteceria se os satélites fossem desligados?
O primeiro grande efeito que sentiríamos seria no mundo das comunicações. Nossa capacidade de nos comunicar com outras pessoas, nosso compartilhamento de informações e as transações que fazemos – tudo isso seria imediatamente derrubado.
O termo descreve amplamente um cenário em que detritos no espaço desencadeiam uma reação em cadeia: uma explosão envia uma nuvem de fragmentos que, por sua vez, se chocam com outros objetos espaciais, criando ainda mais detritos.
A velocidade da Lua é tangencial à sua trajetória ao redor da Terra e, sendo assim, ela está em uma espécie de movimento de queda perpétuo e nunca atingirá a superfície terrestre.
Cada satélite custou da ordem de US$ 50 milhões cada. Até o lançamento do CBERS-4, a união de recursos financeiros e tecnológicos entre o Brasil e a China girou em torno de US$ 300 milhões.
Por outro lado, para que o satélite em órbita possa cumprir com êxito sua missão, há necessidade de se interagir com os equipamentos de bordo. Como exemplos destas ações, podem-se citar: Calibrar a câmara de observação da Terra; Carregar o software no computador de bordo; Ligar/Desligar os propulsores; entre outras.