“Houve uma concentração na produção e redução da área de plantio. Temos a menor área de plantio dos últimos 20 anos”, explicou ao lembrar que houve aumento da produtividade, mas a produção brasileira está abaixo da média histórica.
“Ao longo dos últimos 12 meses, esses quase 25% de reajuste no preço do arroz é consequência da redução da área plantada no Brasil, principalmente no estado do Mato Grosso, onde ocorreu uma boa rentabilidade no plantio de soja e milho, principalmente em 2021/2022, e parte da área teve uma substituição reduzindo a área ...
Brasil aumentou importação de arroz em 2024 antes mesmo das enchentes no RS. O Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil, responsável por cerca de 70% da oferta. Por conta da tragédia climática que se abate no estado, a preocupação fica por conta do abastecimento interno.
Ipea aponta causas da alta no preço do arroz - Ipea. A pandemia de Covid-19 provocou aumento de 7,77% na alimentação no domicílio, segundo o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, de setembro/2019 a agosto/2020, mais que o triplo do índice geral. O saco de 5 Kg de arroz atingiu R$ 21,19.
Sendo comercializado acima de R$ 100 a saca, a elevação estaria acontecendo por uma soma do superaquecimento da demanda mundial provocada pela pandemia de covid-19, aliada à forte valorização do dólar frente ao real e à falta de incentivo à atividade orizícola no Brasil nos últimos 10 anos.
No entanto, o cenário de oferta restrita global e a desvalorização da moeda brasileira contribuíram para esse avanço nos preços internos, de acordo com informações do Cepea.
Pesquisa do Núcleo de Inteligência e Pesquisas do Procon-SP em convênio com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), revelou que o preço médio do pacote de 5 kg de arroz em fevereiro desse ano, antes de ser decretada a pandemia, custava R$ 12,78 e, em outubro (valor apurado até o ...
Vlamir Brandalizze comenta sobre os preços do arroz no Brasil. O aumento dos valores da saca em meio a um período de baixa oferta deve trazer reajustes maiores aos consumidores no varejo. O saco de 5kg já varia de 25 a 40 reais e as promoções devem se tornar cada…
Enquanto isso, os preços pagos aos produtores abriram o ano de 2024 em alta. No dia 9 de janeiro, o valor da saca de 50 kg de arroz em casca alcançou R$ 131,44. É o maior patamar nominal (sem o ajuste pela inflação) da série histórica divulgada pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).
A finalidade é garantir que o cereal chegue diretamente ao consumidor final, assegurando o abastecimento alimentar em todo o território nacional. A compra autoriza o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a fazer a aquisição.
Não vai faltar arroz no Brasil, apesar do governo Lula criar alarme no mercado. Mesmo com a tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul, a safra gaúcha de arroz, que atende 70% do consumo nacional, deverá ser apenas 1,24% menor do que no ano anterior, atingindo 7,15 milhões de toneladas.
Professor de economia do Observatório PUC Campinas, Pedro Costa explica que a alta aconteceu principalmente por questões climáticas e no caso do arroz acabou faltando oferta nos produtores. Ele diz, porém, que a tendência é que os preços comecem a cair ou se estabilizem nos preços meses.
Não é de hoje que os produtores de arroz enfrentam preços baixos e optam por outras culturas em detrimento do cereal. Na safra 2023/2024, porém, o movimento foi contrário. A área de plantio aumentou 7% no Brasil – especialmente no Rio Grande do Sul, onde 70% do arroz brasileiro é produzido.
"Esse repasse aos consumidores é reflexo de uma safra um pouco menor de arroz no Brasil, além de impacto de uma conjuntura internacional em meio restrição de exportação por parte da Índia e também de uma exportação maior no último ano pelo Brasil.
Um dos principais fatores que mexeu com os preços ao longo do ano fica por conta da restrições dos embarques de arroz pela Índia, principal exportador global do cereal, na tentativa de conter sua inflação, assim como os problemas na safra da Tailândia, segundo maior exportador global.
"O preço do arroz vai seguir firme em 2024, com alívio apenas no momento da colheita, no final de fevereiro, em março e abril. Passado esse período, começa a subir a cotação. Pela primeira vez na história o arroz vale mais do que a soja", observa o consultor.
Clima ruim e menor área de produção foram potencializados pelo aumento de custos, como os combustíveis — que respondem por parte importante do custo final pago pelo consumidor. No exterior, Andressa Silva chama atenção para dois fatos que também pressionaram os preços do arroz no mercado internacional.
Isso porque os preços do alimento dispararam nas últimas semanas, devido à instabilidade do clima. O preço do quilo do arroz está perto de R$ 30 para os consumidores, já os indicadores econômicos apontam que a saca de 50 quilos de arroz está em torno de R$ 105, segundo o Cepea/Irga(RS).
Contexto econômico. As flutuações de preço de alimentos nos primeiros meses de 2024 é uma consequência das mudanças climáticas (segundo análise do do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo do IBGE), mas também da inflação (aponta levantamento do Observatório PUC-Campinas).
O Brasil deverá ter uma produção agrícola quase recorde em 2024, embora as estimativas de produção de soja e milho do país tenham sido reduzidas nas últimas semanas devido ao clima seco.
O que vai acontecer com a economia do Brasil em 2024?
A economia brasileira chegou até a metade de 2024 tendo crescido 2,5% nos 12 meses anteriores — o que coloca o país em 6º lugar entre as economias do G20 que mais cresceram neste ano.