Em alguns momentos de sua obra, Arendt pode ser classificada como uma pensadora liberal, não por defender o liberalismo econômico, mas por defender um Estado que esteja lá para garantir os direitos e as liberdades individuais e que jamais permita que a cidadania e os Direitos Humanos sejam afrontados.
Arendt defendia um conceito de "pluralismo" no âmbito político. Graças ao pluralismo, o potencial de uma liberdade e igualdade política seria gerado entre as pessoas. Importante é a perspectiva da inclusão do Outro.
Os direitos humanos (ou qualquer outra garantia, a exemplo da igualdade), segundo Hannah Arendt, ao contrário de quase tudo que afeta a existência humana, não é um dado, mas o resultado da ação de organização humana, ainda que orientada para princípios de justiça. Para Arendt, não se nasce igual, torna-se igual.
Arendt elege a liberdade como tema fundamental de seu pensamento desde o seu turn para a política até seus últimos escritos. Sustento que a noção de liberdade é o fio condutor que perpassa todos os seus trabalhos sobre as atividades humanas e sobre a condição humana.
Arendt assevera que os movimentos totalitários modernos fazem uso da ideologia para controlar externa e internamente as pessoas; a linguagem, a história, o racismo e a religião assumem papel preponderante, contribuindo para a dominação da ideologia.
1 — “Uma vida sem pensamento é totalmente possível, mas ela fracassa em fazer desabrochar sua própria essência — ela não é apenas sem sentido; ela não é totalmente viva. Homens que não pensam são como sonâmbulos”.
Hannah Arendt (1906-1975) foi uma filósofa e teórica política de origem alemã, amplamente reconhecida por suas contribuições à filosofia política e à teoria social. Sua obra abrange uma série de tópicos, mas ela é mais conhecida por suas reflexões sobre a política, o totalitarismo, a ação e a natureza do mal.
Hannah Arendt buscava a compreensão da origem do nazismo, a partir das inquietações sobre os regimes totalitários. Suas principais obras foram: Eichamnn em Jerusalém, As Origens do Totalitarismo e A Condição Humana e Entre o Passado e o Futuro.
Arendt teve uma filosofia de boa influência, por dar substrato a uma forma de práxis da esquerda “não-marxista” que nutre certa repulsa às revoluções anticoloniais que buscaram (e visam buscar) caminhos para a emancipação humana.
A grande questão filosófica que está por trás da crítica de Hannah Arendt aos Direitos Humanos é a de que com o deslocamento dos direitos do cidadão para os direitos do homem, poder-se-ia, contraditoriamente, admitir direitos humanos universais e promulgar leis contra estrangeiros.
Hannah Arendt foi uma filósofa judia que se refugiou nos Estados Unidos por causa do nazismo e ficou mundialmente conhecida pelos estudos acerca dos regimes totalitários.
O que Hannah Arendt afirma que os direitos humanos?
A experiência histórica dos displaced people levou Hannah Arendt a concluir que a cidadania é o direito a ter direitos, pois a igualdade em dignidade e direito dos seres humanos não é um dado. É um construído da convivência coletiva, que requer o acesso a um espaço público comum.
A obra arendtiana nos revela que a atividade de pensar não está nunca situada fora do tempo ou em qualquer tempo, uma vez que o pensa-mento nasce sempre daquilo que acontece com os homens em um mundo histórico de convivência e constante alteração.
Educação sem política - Arendt defendia o conservadorismo na educação, mas não na política. Para ela, o campo político deveria se renovar constantemente, movido pelos objetivos da igualdade e da liberdade civil.
Em alguns momentos de sua obra, Arendt pode ser classificada como uma pensadora liberal, não por defender o liberalismo econômico, mas por defender um Estado que esteja lá para garantir os direitos e as liberdades individuais e que jamais permita que a cidadania e os Direitos Humanos sejam afrontados.
Arendt critica a concepção de trabalho em Marx por seu reducionismo, 7 “Por conseguinte, enquanto para os operários o capital representa a força de trabalho produtiva social, para o capital o trabalho produtivo representa apenas o trabalho de operários isolados” (Marx).
Adriana Carvalho Novaes: Hannah Arendt foi uma filósofa de origem judia e alemã, que combateu o antissemitismo e teve de fugir do nazismo, estabelecendo-se nos Estados Unidos a partir de 1941 até o fim de sua vida, em 1975.
A ideia de alienação do mundo é um elemento de caráter fundamental para a constituição do pensamento acerca do totalitarismo e da crítica à modernidade feita por Hannah Arendt.
A sentido da política para Hannah Arendt passa por dois caminhos principais. O primeiro, é o problema da perda de liberdade por regimes antidemocráticos. E, o segundo, é à ameaça tecnológica do avanço da raça humana, que ameaça destruir toda a vida orgânica no planeta.
Filósofa do real (existencialista), Arendt tomará por objeto de estudo a vida ativa (que atua, age no mundo e não a contemplativa, tradicional na Filosofia) vendo-a por três modalidades de atividades fundamentais do homem na cultura: trabalho, obra e ação.
Qual é o principal ensinamento de Hannah sobre a condição humana?
“A condição humana” de Hannah Arendt. Ao começar sua obra, “A condição humana”, Hannah Arendt alerta: condição humana não é a mesma coisa que natureza humana. A condição humana diz respeito às formas de vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver. São condições que tendem a suprir a existência do homem.
Hannah Arendt, a partir do julgamento de Adolf Eichmann, em 1961, propõe uma análise da banalização do mal na sociedade. Para ela, a maldade não se dá por causa da natureza de caráter ou de personalidade, mas sim pela incapacidade de julgar e conhecer as situações, os fatos, as estruturas e o contexto.