A indústria da moda é a segunda mais poluidora do mundo, atrás apenas da indústria petrolífera. Levantamento publicado pela Global Fashion Agenda, organização sem fins lucrativos, aponta que mais de 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis foram descartados em anos recentes.
Confira quais são as 15 maiores emissoras de gases do efeito estufa (GEF): JBS (sede no Brasil): 287,9 milhões de toneladas de GEF. Marfrig (sede no Brasil): 102,6 milhões de toneladas de GEF. Tyson (sede nos Estados Unidos): 83,8 milhões de toneladas de GEF.
O setor petroquímico, inclusive, é apontado por especialistas da área ambiental como um dos mais poluentes do Brasil, ao lado de indústrias como a têxtil e a alimentícia. Conforme os professores ouvidos por GZH, isso se deve principalmente aos processos industriais adotados e aos efluentes gerados na produção.
É aqui, na província de Mpumalanga, África do Sul, que está instalada a fábrica mais poluente no mundo. Secunda, como se chama, é também a maior refinaria transformadora de carvão em petróleo do planeta e foi por isso que em 2023 emitiu 65 milhões de toneladas de gases de efeito estufa.
Entre os principais agentes geradores de poluentes estão: os motores dos automóveis, as indústrias siderúrgicas, as fábricas de cimento e papel, as refinarias, a incineração de lixos domésticos e as queimadas de florestas para expansão de lavouras e pastos.
Nesse escopo, encontram-se as emissões provenientes das frotas próprias, de combustíveis utilizados na geração de energia ou calor na operação, das lagoas de tratamento de efluentes, gases refrigerantes e da fermentação entérica dos animais confinados em operações da Companhia, entre outros.
Qual o tipo de indústria que mais polui o planeta?
A indústria da moda é a segunda mais poluidora do mundo, atrás apenas da indústria petrolífera. Levantamento publicado pela Global Fashion Agenda, organização sem fins lucrativos, aponta que mais de 92 milhões de toneladas de resíduos têxteis foram descartados em anos recentes.
Além disso, esse tipo de poluição produz outros impactos ambientais, pois requer um maior consumo de energia elétrica que, muitas vezes, é proveniente das usinas termelétricas — resultante da queima de combustíveis fósseis que potencializam o efeito estufa.
A China, muito pela sua dimensão e população, lidera o ranking dos mais poluentes, com 10.175 Mt CO2 (tonelada métrica de dióxido carbono, medida padrão para quantificar as emissões de CO2), seguida pelos Estados Unidos, com 5.285 Mt CO2 - e que lidera nas emissões per capita -, e pela Índia, com 2.616 Mt CO2.
Mas os setores que usam essa energia e, portanto, fazem a "emissão final" são diversos. De acordo com o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima), as indústrias respondem por 34% do carbono global, resultado de atividades intensivas como siderurgia, produção de cimento, químicos, entre outros.
Segundo as estimativas, a produção têxtil é responsável por cerca de 20 % da poluição da água potável à escala mundial decorrente da utilização de produtos para tingimento e acabamento.
Entre todas as indústrias, a têxtil é a que mais gera efluentes líquidos. Isso porque a quantidade de água necessária para o processo de confecção e beneficiamento do tecido é enorme. Com a produção, essa água se mistura a inúmeros contaminantes, sendo um exemplo os corantes usados para dar cor às roupas.
Nem adivinha? A Petrobras! Pois é, a estatal brasileira vem emitindo, de acordo com o relatório, de 1965 até hoje, 8,68 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (equivalente a 0,64% do total global).
Ainda segundo o relatório de sustentabilidade da Empresa, apenas em 2020 foram emitidos 56 milhões de toneladas de gases do efeito estufa e descartados nos recursos hídricos do país 277 milhões de metros cúbicos de resíduos líquidos. Nesse sentido, os investimentos socioambientais não são uma cortesia das empresas.
É fácil citar a indústria do petróleo como principal vilã da poluição. Mas poucos talvez saibam que o segundo lugar nesse ranking pertence à indústria da moda.
Entre as atividades que causam a poluição terrestre estão o uso de agrotóxicos em plantações, a liberação de poluentes, como solventes, tintas e componentes eletrônicos, de maneira inadequada, o descarte de lixo e a criação de lixões.
A Petrobras reduziu em 41% suas emissões absolutas operacionais de gases de efeito estufa (GEE) entre 2015 e 2023, atingindo emissões absolutas de 46 milhões de toneladas de GEE em 2023, resultado inferior ao de 2022 (48 milhões de toneladas de GEE).
A indústria da moda é responsável por 8% da emissão de gás carbônico na atmosfera. Esse dado faz com que as mesmas fiquem classificadas como as segundas mais poluentes de todo o mundo, ficando atrás apenas do setor petrolífero.
E acrescenta, “A Coca-Cola produz 120 bilhões de garrafas plásticas descartáveis por ano, e 99% dos plásticos são feitos de combustíveis fósseis, piorando tanto a crise do plástico quanto a crise climática”.
Qual a atividade econômica mais prejudicial ao meio ambiente?
A expansão de atividades econômicas, como a agricultura e a exploração madeireira, tem levado ao desmatamento de florestas em todo o mundo. Esse desmatamento não apenas causa a perda de habitats naturais, mas também contribui para a perda de biodiversidade, colocando em risco espécies vegetais e animais.
Em 2021, o Grupo JBS, a empresa controladora global da JBS USA, relatou emissões globais totais de gases de efeito estufa de mais de 71 milhões de toneladas, mais do que o total de emissões de alguns países.
As indústrias contribuem com o efeito estufa artificial — fruto da atividade humana —, que tem um impacto direto no aquecimento da temperatura global. A principal causa desse problema é o lançamento de gases tóxicos na atmosfera com a utilização de petróleo, gás e carvão.